Aug
12
2013

Relatório em um projeto MVC

Bom, vou resumir a história.

Trabalhando em um projeto usando o modelo MVC no Visual Studio 2012, precisei criar um relatório para apresentar algumas informações, e a informação a ser mostrada no relatório não seria recuperada diretamente da base de dados, usando uma conexão padrão. As informações apresentadas seriam recuperadas internamente e um objeto criado dentro do projeto seria a fonte dos dados do relatório.

Aparentemente uma tarefa extremamente simples. Criar a classe com a estrutura dos dados a serem apresentados no relatório. Criar uma classe que retorne uma lista dessa classe da estrutura. Abrir o relatório, selecionar como fonte de dados a classe contendo a função que retorna a lista, organizar as informações dentro do relatório. No Visual Studio 2010 eu já havia feito isso sem nenhum problema, então não havia com o que me preocupar.

Entretanto, após criar as classes, compilar o projeto e criar o relatório, eis que a classe não aparece como possível fonte de dados no relatório. Havia apenas a opção da conexão direta com o banco de dados, ou então a opção de criar um DataSet no projeto, coisa que eu não queria fazer. Comecei então a fazer diversos testes, para encontrar uma solução para o caso. Encontrei diversas referências, como as propriedades deveriam ser de tipo básico (string, int, etc), que a Namespace  da classe deveria ser a mesma do projeto, que a classe deveria estar em uma pasta específica. Porém, nenhuma dessas referências resolveu o meu problema. E então comecei uma pesquisa atrás de uma solução para o meu problema. E isso me tomou aproximadamente 2 dias de trabalho.

Após procurar por uma solução, e tentar as mais diversas palavras no google, finalmente encontrei uma referência que resolveu o meu problema. Ela estava nesse blog: http://ata2931977.blogspot.com.br/2012/07/rdlc-reports-in-mvc-web-application.html (thanks Ali Taki). Essa publicação explica um passo a passo de como adicionar um relatório simples em um projeto C# usando o modelo MVC, e que faz referência ao problema que passei. A lista da propriedade “Data Source” está vazia e ao tentar criar uma conexão aparece apenas a possibilidade de conexão com o banco de dados. E a solução para o problema é adicionar uma Web Form Page ao projeto, vazia mesmo. Eu claro, adicionei nessa página, que nomeei como “Nada.aspx“, um comentário oportuno:

Aqui temos uma página que serve apenas para que o Report carregue as informações
das classes do projeto para que os Bussiness Objects apareçam como fonte de dados
para geração dos relatórios.

Eu também tentei achar alguma ligação para a lista de fonte de dados apresentar as classes do projeto apenas quando uma Web Form Page é adicionada ao projeto. Meu primeiro pensando foi que alguma referência é adicionada ao projeto, já que para carregar a lista o pessoal deve usar alguma função para disparar a leitura das classes internas procurando por uma interface conhecida. Porém, depois de ter perdido praticamente 2 dias nesse problema, eu não estava mais disposto a gastar muito mais tempo com isso. Então após algumas poucas tentativas, decidi deixar essa questão para mais tarde.

Espero que essa publicação possa ajudar alguém que passe pelo mesmo problema. E se alguém souber o motivo da lista estar vazia e ser preenchida apenas ao adicionar a Web Form Page, por favor, compartilhe conosco.

 

2
Apr
13
2013

Etapas da Degustação de Vinhos

Fonte: http://www.academiadovinho.com.br/_deg_etapas.php

O EXAME VISUAL

Deve-se colocar uma quantidade de vinho correspondente a 1/3 ou, no máximo, metade do volume da taça.

Inclina-se suavemente a taça de modo a melhor visualizar a superfície de vinho a ser observado que se torna elíptica e, portanto, maior.

Contra um fundo branco (uma folha de papel, um guardanapo ou a toalha da mesa) devem ser observados os seguintes aspectos:

1. LIMPIDEZ

Os vinhos de longa guarda, onde os melhores exemplos são os vinhos do Porto Vintage, os grandes Châteaux de Bordeaux e Barolos, com o tempo, vão formando depósitos no fundo da garrafa e, se agitados, dispersam-se no vinho. Exceção feita a esses vinhos, todo vinho correto deve apresentar-se límpido, isto é, sem partículas em suspensão e sem depósito. A presença dessas partículas, geralmente, indica que o vinho é mal feito ou está deteriorado.

2. TRANSPARÊNCIA:

Um vinho correto não pode estar turvo, deve apresentar-se transparente. Isto pode ser constatado colocando-se por baixo da taça um papel contendo texto. Observando-se através do vinho deve-se conseguir ler a palavra. Vinhos deteriorados geralmente ficam turvos.
Alguns produtores têm reduzido ou evitado a filtração de seus vinhos, para preservar suas características e possibilitar uma maior complexidade e longevidade. Nesses casos, o vinho será um pouco turvo, e gerelmente isso estará informado no contra-rótulo.

3. BRILHO:

As características de limpidez, viscosidade e transparência reunidas causam reflexos intensos nos vinhos, os quais podem apresentar um aspecto brilhante. Em princípio, não é um sinal absoluto de qualidade, mas os grandes vinhos em geral apresentam brilho intenso.

4. VISCOSIDADE:

Todo vinho deve apresentar viscosidade, que é uma certa aderência do líquido nas paredes da taça, Quando é agitada e colocada em repouso, o vinho escorrerá da parede da taça, lentamente, em filetes, denominados lágrimas, pernas ou arcos. A formação das lágrimas é devida à tensão superficial e evaporação de álcoois do vinho, especialmente o glicerol (também chamado glicerina). Um vinho com pouca densidade é um vinho “aguado”, escorre rapidamente nas paredes da taça, o que indica que esse vinho terá pouco corpo, e não terá na boca aquela sensação aveludada.

5. GÁS:

A maioria dos vinhos no mundo são vinhos “tranqüilos”, isto é, sem gás. Somente os vinhos espumantes (Champagnes, Asti, etc.), e os frisantes (Frascati, Lambrusco, Vinhos Verdes portugueses, etc.) devem apresentar gás carbônico, observável na taça.

6. COR:

A cor de um vinho deve ser examinada cuidadosamente, pois fornece informações importantes sobre o vinho. Depois da observação geral da cor, inclina-se a taça, e examina-se a superfície do vinho que tem forma elíptica.
Poderão ser identificadas duas regiões: a região central ou olho  onde a cor é mais concentrada, e a borda periférica ou anel que tem cor menos concentrada, pois o volume de vinho é menor nessa região e a cor fica esmaecida.

Com o envelhecimento, os vinhos tintos vão tomando tonalidade alaranjada e chegam até à cor de tijolo. Embora o olho possa ainda estar vermelho intenso, a mudança começa a ser percebida no anel. Já nos brancos o envelhecimento provoca mudança de cor amarelo palha para dourado.

RESUMO DAS PRINCIPAIS VARIAÇÕES DE COR

TINTOS JOVENS: De violeta pálido a rubi intenso

TINTOS MADUROS: De rubi pálido com reflexos alaranjados a marrom tijolo (âmbar)

BRANCOS JOVENS: De amarelo palha com reflexos esverdeados ou com reflexos dourados

BRANCOS MADUROS: De levemente dourado a intensamente dourado

ROSÉS JOVENS: De rosa claro à rosa escuro

ROSÉS MADUROS: De rosa escuro com reflexos dourados até ambar


EVOLUÇÃO DA COR


TINTOS

 


BRANCOS

 


O EXAME OLFATÓRIO

A manifestação sensorial mais encantadora do vinho são seus aromas. Encerrado na garrafa por meses, anos, décadas, o vinho se desenvolve, evolui, como um ser vivo desenvolve seu metabolismo químico de forma cada vez mais rica e surpreendente.

A principal característica dos grandes vinhos, que os diferenciam dos vinhos mais simples, é sua capacidade de evoluir e desenvolver esse maravilhoso conjunto de aromas que encanta nossa mais rica percepção, o olfato.

O sentido do olfato é percebido na cavidade nasal, numa pequena área da mucosa, de poucos milímetros de extensão, onde se localizam as células nervosas responsáveis pela captação dos estímulos olfatórios.

O exame olfatório é realizado colocando-se o nariz junto à boca do copo e cheirando vigorosamente, de preferência alternando-se as narinas direita e esquerda.


Olfato
Diagrama anatômico do sentido do olfato


OS AROMAS

1. QUALIDADE:

A primeira coisa que se deve observar é se os aromas do vinho são agradáveis ou não. Aromas desagradáveis significam que o vinho é mal feito, de má qualidade ou está deteriorado.

2. INTENSIDADE:

Um bom vinho deve ter aromas facilmente perceptíveis, embora não necessariamente intensos. Os vinhos inferiores são fracos em aromas. Os grandes vinhos têm aromas intensos ou sutis porém complexos

3. CLASSIFICAÇÃO:

Para padronizar a degustação, classificamos os aromas em grupos, devido à sua origem no metabolismo do vinho e suas características nítidamente diferenciadas.

3.1 Aromas Primários

São aromas provenientes das uvas. Geralmente não persistem no vinho, já que durante a fermentação, além dos produtos finais (álcool e CO2), formam-se muitas substâncias secundárias aromáticas que mascaram os aromas da uva. Em vinhos provenientes de uvas muito aromáticas, como a Moscatel e a Gewürztraminer, o aroma primário dessas uvas pode ser encontrado.

3.2 Aromas Secundários

Em geral, são provenientes de muitas substâncias formadas durante o processo de fermentação. Constituem os aromas predominantes nos bons vinhos. O mais comum é o do álcool.

BRANCOS – Os vinhos brancos e rosés geralmente lembram frutas frescas (maçã, abacaxi, pêssego, pêra, etc.), flores (rosa, cravo, jasmim, etc.) e às vezes, aromas mais complexos: aromas adocicados (compota, mel, melado, etc.), aromas vegetais ou herbáceos (feno, grama, hortelã, menta, etc.) e minerais (petróleo, etc.).

TINTOS – Nos vinhos tintos, em geral, encontramos aromas de frutas vermelhas (cereja, amora, groselha, cassis, etc.), de frutas secas (ameixa, avelã, amêndoa, nozes, passas, etc.), de especiarias (pimenta, canela, baunilha, noz moscada, orégano, tomilho, alcaçuz, anis, etc.) e vegetais ou herbáceos (feno, grama, hortelã, menta, etc.), aromas animais (couro, suor, etc.), aromas empireumáticos (torrefação, tostado, defumado, tabaco, café, chocolate, açúcar-queimado,  etc.), aromas de madeira (baunilha, serragem, etc.), aromas adocicados (compota, mel, melado, etc.), aromas químicos e etéreos (acetona, álcool, enxofre, fermento, pão, leite, manteiga, etc.) e muitos outros aromas!

3.3 Aromas Terciários

Representam, na realidade, o conjunto dos aromas anteriores, somados aos aromas mais complexos, originados durante o amadurecimento do vinho na barrica de madeira e/ou ao seu envelhecimento na garrafa. São aromas ditos “evoluídos” e constituem o chamado buquê que existe nos bons vinhos tintos e em alguns brancos de excepcional qualidade.>


O EXAME GUSTATIVO

GustaçãoRealiza-se colocando um gole não exagerado de vinho na boca e deixando-o girar lentamente no seu interior, de modo a permitir que ele entre em contato com as regiões da lingua que são diferentes em relação à percepção dos sabores. Um bom vinho deve ter sabores agradáveis de boa intensidade e compatíveis com o tipo de vinho. Por exemplo, em um vinho seco não se espera encontrar sabor doce.

1. PERCEPÇÃO DOS SABORES

DOCE: Os receptores gustativos para o sabor doce estão na extremidade anterior da língua.

ÁCIDO: É percebido nas porções laterais da língua. É mais acentuado nos vinhos jovens do que nos velhos e mais nos brancos do que nos tintos.

AMARGO: Percebido na região posterior da língua, deve estar presente, mas não muito intenso a ponto de ser desagradável.

SALGADO: Não deve existir no vinho, mas, em certos vinhos de aromas minerais, percebem-se sabores também minerais ou metálicos que lembram o salgado. Esta característica denominamos SAPIDEZ do vinho.

Regiões da Língua

Regiões de percepção da língua


2. O “TATO”

Na realidade não se trata de tato, tal como é percebido na pele, mas sim de sensações decorrentes de estímulos mecânicos ou químicos que são percebidas na língua e assim definidas:

CORPO: É a sensação de opulência provocada pelo vinho à boca. Vinhos de bom corpo ou encorpados são vinhos untuosos na boca e nos dão a sensação de que poderíamos mastigá-lo. Vinhos de pouco corpo ou “magros” são vinhos “aguados”. O glicerol é um dos componentes do vinho que mais contribui para dar essa estrutura ao vinho.

ADSTRINGÊNCIA (TANICIDADE): É a sensação de “travo” ou secura da boca, semelhante à de se comer uma banana ou um caqui verde. É provocada pelos taninos do vinho que se combinam com as proteínas enzimáticas da saliva e não as deixa agir, gerando a sensação de boca seca.

GÁS CARBÔNICO: Só deve ser percebido nos vinhos espumantes e frisantes e na boca, causa a “efeito agulha”, isto é, como se houvessem agulhas picando a língua.

TEOR ALCOÓLICO: É percebido porque o álcool confere uma sensação de calor à boca. Quanto mais álcool no vinho mais intensa será a sensação de calor percebida.

TEMPERATURA: A sensação da temperatura em que o vinho é servido é, logicamente, percebida.

EQUILÍBRIO: É a harmonia entre acidez, doçura, amargor, sapidez, tanicidade e teor alcoólico. Em um vinho equilibrado nenhum desses aspectos gustativos sobressai entre os demais, causando uma sensação complexa e agradável. Podem-se ter vinhos equilibrados em suas características fracas, médias ou intensas, simples ou complexas, resultando em vinhos pequenos, honestos, bons, muito bons ou grandes.


IV. SENSAÇÕES COMPLEXAS

RETROGOSTO ou AROMA DE BOCA:

Retrogosto

É a sensação olfatória percebida ao aspirar o ar com o vinho ainda na boca, ou ao fungar depois de engolir o vinho, de modo que aromas desprendidos sejam levados da orofaringe até cavidade nasal onde serão sentidos na área olfatória.

 

PERSISTÊNCIA:

É o tempo de duração da sensação de retrogosto. Vai de 0 a 3 segundos nos vinhos inferiores, ditos curtos; de 4 a 7 segundos nos vinhos médios e acima de 8 segundos nos bons vinhos, denominados longos.


TIPOS DE DEGUSTAÇÃO

1. DE BASE

Julgamento geral
– Verificação de harmonia e defeitos

2. DE CANTINA

Julgamento Técnico
– Avaliação das qualidades e defeitos e da evolução
– Precedida de análise química

3. PARA AVALIAÇÃO QUANTITATIVA

Julgamento quantitativo de alguns parâmetros como teor alcoólico, acidez, etc.

4. DE IDONEIDADE

– Julgamento para efeito de classificação oficial
– Reconhecimento do tipo de vinho e determinação da harmonia

5. DE QUALIDADE (POR PONTOS)

– Julgamento das qualidades, usando uma graduação de valores para os atributos do vinho (Ficha de Degustação)
– Concursos e avaliações comparativas
– Geralmente feita por um grupo de degustadores, fazendo-se uma média estatística dos resultados.

6. DE RECONHECIMENTO

– Julgamento das características que permitem reconhecer o tipo e a origem

7. DEGUSTAÇÃO ANALÍTICA

– Julgamento seguido da análise estatística dos resultados

8. VERTICAL

– Comparação entre diferentes safras de um mesmo vinho

9. HORIZONTAL

– Comparação entre diferentes vinhos de uma mesma safra

0
Mar
12
2013

Terapia Cognitiva Comportamental

fonte: http://www.focalizar.com.br/saude-e-beleza/psicologos/terapia-cognitiva-comportamental-de-joinville.html

ABORDAGEM

  • Proposta e desenvolvida por Aaron Beck
  • Comprovada Cientificamente
  • Eficácia comprovada através de estudos controlados
  • Estruturada, diretiva e ativa

PRINCIPAIS OBJETIVOS

  • Identificar, desafiar e modificar pensamentos automáticos negativos e crenças disfuncionais.
  • Reestruturação Cognitiva.
  • Flexibilidade Cognitiva.
  • Ajudar o paciente a pensar e agir de forma realista e adaptativa.
  • Prática na resolução de problemas.
  • Aplicação do Modelo Cognitivo no dia-a-dia.

O paciente ao aprender o Modelo Cognitivo aprende a se tornar seu próprio terapeuta.

  • Autocontrole das emoções e comportamentos através dos desafios dos pensamentos automáticos negativos e crenças disfuncionais.
  • Flexibilidade Cognitiva.
  • Contato direto com o médico que encaminha.
  • Monitoramento do humor semanalmente (gráficos).
  • Follow-up (monitoramento e acompanhamento periódico do estado do humor do paciente depois da alta).
  • Atendimento emergencial em momentos de crise.

 

INDICAÇÃO: 

Depressão, transtorno de ansiedade (pânico, fobias, ansiedade generalizada,
hipocondria, stress pós-traumático, TOC, ansiedade em relação à saúde).
Dificuldades interpessoais (casais, famílias , profissionais)
Dependência química
Transtorno alimentar
Transtorno de personalidade
Psicose
Tratamentos de distúrbios orgânicos
 (somatização, dor crônica, oncologia,
cardiologia, imunologia, ortopedia, gastroenterologia, etc)

O que é Terapia Cognitiva ?

• A terapia cognitiva é uma abordagem que foi desenvolvida por Aaron Beck e colaboradores na década de 50, enquanto conduziam estudos empíricos para comprovar princípios psicanalíticos, na Universidade da Pennsylvania em Philadelphia. A partir desses estudos Beck propôs um modelo de depressão, que com o aperfeiçoamento em sua teoria passou a ser aplicado como um novo sistema de psicoterapia, a TC.

• A TC baseia-se no pressuposto de que os afetos e os comportamentos de um indivíduo são determinados em grande medida pelo seu modo de estruturar o mundo (Beck 1970-76). Ou seja, a experiência pessoal nos leva a formar explicações próprias sobre o que acontece conosco. Cada indivíduo tem a sua própria forma de ver a si mesmo, o mundo e as pessoas. Essas explicações formam nosso sistema de valores e crenças.

• Geram-se então os chamados pensamentos automáticos negativos que invadem a mente das pessoas, em geral associada a emoções desagradáveis, e comportamentos indesejáveis.

• Isso acontece porque a pessoa ao dar uma explicação a uma determinada situação considera apenas as evidências que favorecem seus pensamentos negativos, esquecendo de avaliar as evidências ao contrário. Quando a pessoa aprende a considerar e avaliar as evidências contrárias ao seu pensamento, poderá entender a mesma situação de uma forma menos conflituosa.

• Quando nossas explicações tomam o caminho do pessimismo – “A culpa é minha. Meu chefe me acha incompetente. As pessoas vão rir de mim. Vou passar mal na frente das pessoas. Sou péssima mãe. Não sei fazer as coisas direito. Meus colegas são melhores que eu. Sou um fracassado.”, – apresentamos emoções desagradáveis (tristeza, raiva, ansiedade) e nosso comportamento também não será nada satisfatório (ficamos paralisados, evitamos a situação, desistimos, etc). Quando nossos pensamentos nos levam a ter explicações realistas, fica mais fácil atingir a meta estabelecida.

• Podemos dizer que não é uma situação que determina as emoções e comportamentos de um indivíduo, mas sim suascognições (pensamentos) ou interpretações a respeito dessa situação. O que você pensa quando as coisas não dão certas, determinarão o que você vai sentir em seguida e o que vai acontecer depois: se você vai desistir ou se vai fazer com que as coisas dêem certas. Portanto, a explicação que cada pessoa tem a respeito das situações pode ser responsável pela vitória ou pela derrota. Força de vontade apenas não são suficientes para alcançar o sucesso. É necessário ter uma boa estrutura cognitiva para superar os obstáculos.

• O trabalho do psicólogo Cognitivo é, buscar em colaboração com o paciente, a reestruturação de seus pensamentos, a partir de uma conceituação cognitiva de si e de seus problemas.

Modelo Cognitivo

• O que eu penso no momento em que as coisas acontecem comigo, vai determinar as emoções que vou sentir em seguida (raiva, ansiedade, tristeza ou tranqüilidade) assim como o comportamento que terei (desistência, paralisação, continuação pra fazer dar certo).

 Cognições/Emoções/Comportamento

Identificando Pensamentos

• SITUAÇÃO: (O que você estava fazendo no momento em que sentiu seu humor mudar?).

• EMOÇÃO: (O que você sentiu? Raiva, tristeza, ansiedade, medo, culpa?).

• Cognições Pensamento Automático Negativo PAN:(O que você pensou no momento em que essa coisa ruim aconteceu? O que você disse pra você mesmo que o deixou com essa emoção desagradável?).

• COMPORTAMENTO: (O que você fez em seguida?)

EXEMPLO:

• SITUAÇÃO:
No trabalho fazendo meu relatório.
O chefe chega fazendo críticas dizendo que eu já deveria ter terminado.

• EMOÇÃO: raiva.

• COGNIÇÕES (PENSAMENTO AUTOMÁTICO NEGATIVO):
– Que cretino, por que esta pressa toda? Ele não gosta do meu trabalho, vai me demitir.

• COMPORTAMENTO: Fiz cara feia para meu chefe, perdi a concentração e demorei ainda mais para entregar o relatório.

Pode ser diferente?

• Sim, pode. Basta aprender em conjunto com seu terapeuta, como identificar esses pensamentos, contesta-los e modifica-los de acordo com a realidade, sem distorções. Através da descoberta das crenças, dos comportamentos e emoções negativas que impedem o paciente de atuar satisfatoriamente em seu cotidiano, comprometendo seu bem estar, e através da busca de recursos internos para enfrentar seus problemas, o paciente vai aos poucos mudando as cognições a respeito de si mesmo, do mundo e do futuro, aprendendo a gerar alternativas e controlar as suas próprias emoções resolvendo seus problemas autonomamente.

0
Apr
18
2012

Como melhor a vida profissional

 

Eu li o artigo “As 10 perguntas que você precisa se fazer todo mês” e achei muito interessante, principalmente porque eu fiquei pensando e acho que todas as perguntas podem ser levadas para o lado profissional. No artigo o autor diz, já no começo, a seguinte frase: “perguntas que você deve se fazer todo mês para garantir o crescimento de sua empresa“. Eu no entanto penso que as perguntas não devem ser usadas apenas pelas empresas mas também por todo profissional que almeja um crescimento profissional onde quer que esteja. Segue então meus comentários pessoais sobre as 10 perguntas, visando o lado profissional.

  1. O que o seu produto faz e quem o compra?
    • Interessante pensar qual é o seu produto e quem compra. Porque seu produto é seu serviço, sua mão-de-obra, o esforço que você faz para alcançar um objetivo usando seus conhecimentos adquiridos. E muitos não se dão conta disso. Quem compra? A empresa que lhe contratou. Ou você está trabalhando de graça? Pense bem, você está oferecendo um bom produto? Você compraria seu próprio serviço se fosse contratar alguém?
  2. Porque alguém compra seu produto?
    • Esse é ainda mais interessante. Pense bem, por que alguém decidiu contratar o seu serviço? Por que alguém decidiu pagar para você um valor todos os meses? Quais são os motivos que levam a empresa que te contratou a te manter na folha de pagamento deles?
  3. Qual é o fator principal que atrapalha suas vendas?
    • Aqui talvez a pessoa vá se perguntar: vender o meu serviço? Claro. Quando alguém lhe pergunta se quer ouvir uma proposta de trabalho, eles querem comprar o seu serviço. Logo, você está vendendo. Agora pense bem: como você está se vendendo para o mercado de trabalho? As pessoas te conhecem? Seus amigos/conhecidos te recomendariam para uma empresa? Eles te chamariam para fazer parte da equipe deles? Ou ainda, o que falta para você alcançar uma determinada posição? Que tipo de conhecimento você precisa adquirir para se vender melhor e oferecer um serviço mais qualificado?
  4. O que você pode fazer para receber mais feedbacks de seus clientes, clientes em potencial e clientes de vendas mal sucedidas?
    • Aqui é muito simples. A empresa que te contratou está lhe dizendo o que você precisa melhorar? Quais são os comentários que você ouve sobre seu trabalho? Você um dia não foi contratado em uma disputa por uma vaga? Por quê não foi contratado? E por que você foi contrato?
  5. Se sua empresa parasse de ganhar dinheiro hoje, até quando a reserva iria durar?
    • Ninguém está 100% livre de passar por uma situação dessa. Se você for mandado embora, você tem dinheiro para se manter? Você possui alguma reserva? Se a empresa onde você trabalhar quebrar, o que você fará?
  6. Se alguém lhe desse R$100 mil hoje, como você gastaria esse dinheiro a fim de aumentar sua receita no futuro?
    • Muita gente, com essa quantia, já pensaria em gastar com festas, comprar aquele carro. E você? Como você investiria esse dinheiro para garantir o seu futuro? Faria cursos profissionalizantes? Especializações? Você investiria em algo para que futuramente esse dinheiro fosse duplicado? Talvez triplicado?
  7. Se você fosse contratar alguém hoje, quais atividades esta pessoa iria desenvolver e como isso influencia no crescimento da empresa?
    • Essa pergunta é mais difícil de levar para o lado pessoal. Mas é possível. Se fosse contratado alguém para lhe ajudar nas suas tarefas diárias, o que essa pessoa faria? Ela conseguiria fazer coisas para lhe proporcionar um crescimento profissional?
  8. Quais operações de sua empresa você odeia executar?
    • No seu dia a dia. Nas suas tarefas diárias, o que você não gosta de fazer? Eu entendo que aqui você precisa não ignorar as atividades ou adiá-las. Você precisa sim é organizar as tarefas para que todas sejam executadas com qualidade, mesmo aquelas que você considera uma chatisse.
  9. Quais iniciativas do dia-a-dia você poderia fazer sem ser tão perfeccionista?
    • Aqui é engraçado porque a mesma pergunta que vale para a empresa, vale para o lado profissional. Então, é muito simples. Você executa tarefas que não precisam ser executadas com perfeição. Aqui pode ser contraditório, pois tudo que você faz no seu dia a dia deveria ser concluído de forma perfeita. Mas existem momentos em que há tantas coisas pra fazer que você precisa decidir aquilo que merece uma atenção especial, e aquilo que pode ser feito mais rapidamente e não seja necessário uma qualidade extrema. Bom, aqui o que vale é o bom senso. Então, o que eu posso fazer sem me preocupar tanto com o resultado final?
  10. Se você pudesse ter uma hora de conversa com algum guru, ou referência na sua área de atuação, o que vocês conversariam e qual seria o principal objetivo dessa conversa?
    • É estranho (pelo menos para mim) pensar sobre quem são os meus gurus. As minhas referências profissionais. E eu quando penso sobre isso lembro de algumas pessoas de algumas áreas diferentes. Mas eu não faço idéia do que eu conversaria e qual seria o tema principal da conversa. Então, aproveitando, vou também fazer a minha reflexão!

Tudo bem. Eu sei que no final, adicionei perguntas para cada pergunta. Mas acho que as perguntas fazem as pessoas refletirem mais do que simplesmente ler uma opinião. Uma afirmação que eu faça pode não estar de acordo com o que a pessoa que lê acredita ser o melhor. Mas uma pergunta fará com que ela reflita e pense sobre o assunto. Em breve eu publicarei a minha reflexão pessoal sobre as 10 perguntas.

0
Dec
03
2011

13 Salário?

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Achei o texto muito interessante. Recebi por e-mail e não tinha autor. Mas achei a reflexão boa e gostaria de compartilhar:

Não sei se é verdade….

Nunca tinha pensando sobre este aspecto. Brilhante, de fato!

Os trabalhadores ingleses recebem os ordenados semanalmente!
Mas há sempre uma razão para as coisas e os trabalhadores ingleses, membros de uma sociedade mais amadurecida e crítica do que a nossa, não fazem nada por acaso!

Ora bem, cá está um exemplo aritmético simples que não exige altos conhecimentos de Matemática, mas talvez necessite de conhecimentos médios de desmontagem de retórica enganosa.

Lembrando que o 13º no Brasil foi uma inovação de Getúlio Vargas, o “pai dos pobres” e que nenhum governo depois do dele mexeu nisso.

Porquê? Porque o 13º salário não existe.

O 13º salário é uma das mais escandalosas de todas as mentiras dos donos do poder, quer se intitulem “capitalistas” ou “socialistas”, e é justamente aquela que os trabalhadores mais acreditam.

Suponhamos que você ganha R$ 700,00 por mês. Multiplicando-se esse salário por 12 meses, você recebe um total de R$ 8.400,00 por um ano de doze meses.
R$ 700,00 X 12 = R$ 8.400,00

Em Dezembro, o generoso governo manda então pagar-lhe o conhecido 13º salário.

R$ 8.400,00 + 13º salário = R$ 9.100,00

R$ 8.400,00 (Salário anual)
+ R$ 700,00 (13º salário)
= R$ 9.100,00 (Salário anual mais o 13º salário)

… e o trabalhador vai para casa todo feliz com o governo que mandou o patrão pagar o 13º.

Façamos agora um rápido cálculo aritmético:

Se o trabalhador recebe R$ 700,00 mês e o mês tem 4 semanas, significa que ganha por semana R$ 175,00.

R$ 700,00 (Salário mensal)
dividido por 4 (semanas do mês)
= R$ 175,00 (Salário semanal)

O ano tem 52 semanas (confira no calendário se tens dúvida!). Se multiplicarmos R$ 175,00 (Salário semanal) por 52 (número de semanas anuais) o resultado será R$ 9.100,00.

R$ 175,00 (Salário semanal)
X 52 (número de semanas anuais)
= R$ 9.100,00

O resultado acima é o mesmo valor do Salário anual mais o 13º salário
Surpresa!!
Onde está, portanto, o 13º Salário?

A resposta é que o governo, que faz as leis, lhe rouba uma parte do salário durante todo o ano, pela simples razão de que há meses com 30 dias, outros com 31 e também meses com quatro ou cinco semanas (ainda assim, apesar de cinco semanas o governo só manda o patrão pagar quatro semanas) o salário é o mesmo tenha o mês 30 ou 31 dias, quatro ou cinco semanas.

No final do ano o generoso governo presenteia o trabalhador com um 13º salário, cujo dinheiro saiu do próprio bolso do trabalhador.

Se o governo retirar o 13º salário dos trabalhadores da função pública, o roubo é duplo.

Daí que não existe nenhum 13º salário. O governo apenas manda o patrão devolver o que sorrateiramente foi tirado do salário anual.

Conclusão: Os Trabalhadores recebem o que já trabalharam e não um adicional.

13º NÃO É PRÊMIO, NEM GENTILEZA, NEM CONCESSÃO.
É SIMPLES PAGAMENTO PELO TEMPO TRABALHADO NO ANO!
13º Salário Nunca Existiu!

1
Oct
31
2011

Troll? Como assim troll?

Tags:

Troll face

Afinal, o que é esse tal de Troll?

Bom, basicamente o Troll é uma sacanagem. A questão é, se você quer xingar ou sacanear, porque ao invés de dizer “trollar” você não diz simplesmente xingar?

Bom, essa é a minha opinião. Talvez as pessoas concordem ou não, e talvez elas simplesmente irão me “trollar” pelo que vou dizer. A grande questão é que um xingamento é um xingamento. Você xinga alguém quando está com raiva, diz algum tipo de palavrão e se sente aliviado. Cortam a sua frente no trânsito e você grita: “é um filha da p… mesmo”.

Mas o troll vai além do xingamento. O troll é na verdade uma espécie comentário sarcástico onde você está ironizando uma situação, e pode ou não incluir um xingamento. Você está apenas querendo sacanear com a pessoa. Ou você está apenas querendo rir de uma situação embaraçosa que alguém tenha passado.

0
Oct
14
2011

7 competências que o mercado busca nos profissionais

fonte:  http://www.administradores.com.br/informe-se/carreira-e-rh/7-competencias-que-o-mercado-busca-nos-profissionais/48821/

Quais são as características que um profissional precisa ter, além, é claro, daquelas específicas de cada ramo de atuação? Victor Martínez, especialista em treinamentos comportamentais e projetos de RH e CEO da Thomas Brasil, empresa especializada em gestão de pessoas, listou sete talentos que as empresas buscam nos profissionais. Veja abaixo:

1. Autogerenciamento – É a capacidade de motivação, disciplina e auto-avaliação do indivíduo. Trata-se do profissional capaz de realizar projetos, buscar soluções e identificar formas de implementar as soluções.

2. Comunicação múltipla – Segundo Martínez, o mundo é uma aldeia global, por isso, a capacidade de se comunicar de modo realmente eficaz em inglês deve ser prioridade em determinadas áreas. “Há outras formas de comunicação que devem ser exploradas, como por exemplo, a informática, os blogs, a intranet, os processos e sistemas de informação e transmissão de dados.”

3. Negociação – Reflita sobre sua capacidade de negociação e dê atenção especial às suas habilidades nesse campo. Apresente suas ideias de forma clara e convincente e argumente de forma positiva, franca e objetiva.

4. Adaptabilidade – “Mudança é uma das duas grandes certezas da vida”, diz Martínez. Por isso o profissional do futuro deve procurar prevê-las e antecipar-se a elas.

5. Educação contínua – Novidades tecnológicas, descobertas, novos processos mais eficazes aparecem a cada momento. Por isso, é fundamental a busca continua por aprimoramento.

6. Domínio da tecnologia – Como já dizia Ayrton Senna, tecnologia faz diferença. Use e fomente a tecnologia de ponta sempre que possível ou quando houver necessidade. Para evoluir nesse quesito, decrete sua própria obsolescência e parta para patamares mais altos de tecnologia.

7. Foco nos resultados – São os resultados que interessam, mas lembre-se que a ética deve ser respeitada. Na busca pelos resultados, as pessoas também são avaliadas por suas ações. Vale refletir e analisar o que você busca e o que agregará valor em termos de custos/esforço. Concentre-se nisso.

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0
Oct
13
2011

Muay Thai – Golpes

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No Muay Thai as técnicas básicas são Socos(Mhad), Chutes (Dteh). Joelhadas (Kao), Cotoveladas (Sok), Defesas (Pongkan) e Clinch (Plam) . Para a defesa é bastante usada a canela e o antebraço.

Socos

  • jab: aplicado com a mão que está mais à frente buscando o queixo do adversário;
  • direto: aplicado com a mão de trás buscando o queixo do adversário;
  • cruzado: golpe que procura cruzar a linha frontal da guarda do adversário em direção à sua orelha;
  • upper ou gancho: soco aplicado de baixo para cima cujo para acertar o queixo do adversário.

Chutes

  • round kick ou chute circular: pode ser aplicado na cabeça, coxa ou canela do adversário;
  • front kick ou chute frontal: para um ataque e preparar o lutador para um segundo golpe;
  • spin back kick: com um giro acerta o adversário com o calcanhar.

Cotoveladas

Aplicado de diversas formas e em diversos ângulos. As variações incluem na diagonal para cima ou para baixo, horizontal, ou com outros movimentos como o “giro” ou o “vôo”. O cotovelo também pode ser usado no uppercut, golpe aplicado de cima para baixo com o objetivo de ferir o queixo do adversário. Normalmente os golpes de cotovelo são utilizados quando a distância entre os lutadores é muito pequena. Os golpes de cotovelo podem ainda ser únicos, independente de outro movimento ou golpe, ou podem ser de continuação, acontecendo logo em seguida à primeira cotovelada.

Joelhadas

  • kao dode: o lutador pula para cima com um pé e dá o golpe certeiro com o joelho dessa mesma perna;
  • kao loi: o lutador pula para o lado com um pé e dá o golpe certeiro com o joelho dessa mesma perna;
  • kao tom: o lutador dá uma joelhada para cima em linha reta, acertando o adversário;
  • kao noi: joelhada aplicada na coxa ou na barriga do adversário.

Aplicar um clinch significa prender o seu oponente em torno do pescoço ou mesmo em torno do corpo. Os lutadores não são separados e a luta continua – claro que com muito mais joelhadas e cotoveladas! É nesse momento também que procura-se arremessar o adversário ao chão.Quando o adversário é preso pela garganta, o golpe é chamado de rebitamento thai.

Vídeo explicativo sobre técnicas:

 

Vídeo de um treino:

 

Fontes:

0
Oct
09
2011

Muay Thai – Primeira aula

Decidi que eu precisava praticar algum esporte, que eu precisava me exercitar, e então fui até uma academia para ver quais eram as opções disponíveis. Eu realmente preciso perder peso, e ficar sentado na frente do micro só ia piorar a minha situação. Na academia então perguntei o que eles tinham e me falaram do Muay Thai. Minha esposa já fazia ali alguns exercícios aeróbicos, e como a idéia era perder peso, nada como exercícios aeróbicos. Fui então fazer uma aula experimental com ela, e depois decidimos fazer uma aula experimental de Muay Thai. Eu já pratiquei judô por 5 anos, então a prática de artes marciais já me interessava. Mas o judô é algo totalmente diferente e já faz quase 10 anos que eu parei. E confesso que gostei muito do Muay Thai. Decidi então que vou levar a prática desse esporte a sério. E como eu recentemente fui ao hospital por conta de uma crise nervosa, acho que isso vai me ajudar a manter a calma depois que o calmante que tenho que tomar acabar.

Muay Thai

Muay Thai

Significado da palavra MUAY THAI: Arte livre

É conhecida como a arte das oito armas, pois se caracteriza pelo uso combinado de punhos, cotovelos, joelhos, canelas e pés, e associada a uma boa preparação física que a torna uma luta de contato total muito eficiente.

Muay Thai também conhecido como Boxe Tailandês tem origem há mais de 2000 anos na Tailândia. Diz a lenda que a origem da técnica é para defender-se dos ataques constantes sofridos por ladrões, senhores da guerra, animais, etc. Este povo fazia uso de armas para se defender, mas como muitas vezes isso causava graves ferimentos durante os treinos, resolveram criar um método de luta sem armas. Inicialmente o Muay Thai era muito parecido com o kung fu chinês, mas com o tempo foi se modificando e obteve a forma atual.

Até mais ou menos 1920 não era usado nenhum tipo de proteção como luvas. Apenas era usado alguma proteção nas mãos. E os lutadores só paravam depois de sofrer graves lesões. Depois de 1920 foram adaptadas regras do boxe inglês, como o uso de luvas, a classificação por peso e a inclusão de rounds. E na minha opinião, a inclusão das proteções é muito importante para quem quer praticar o Muay Thai por esporte, sem se ferir e sem ferir o oponente.

A gradução no Muay Thai funciona da seguinte maneira no Brasil:

  • Branca
  • Branca ponta vermelha
  • Vermelha
  • Vermelha ponta azul clara
  • Azul clara
  • Azul clara ponta azul escura
  • Azul escura (instrutor)
  • Azul escura ponta preta (instrutor master)
  • Preta (professor)
  • Preta e branca (mestre)
  • Preta branca e vermelha (grão mestre)

fontes:

 

0
Oct
04
2011

Desabafo

Recebi por e-mail e achei interessante pela reflexão. A questão toda não é tão simples, mas vale a leitura.

Na fila do supermercado, o caixa diz uma senhora idosa:

- A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigáveis ao meio ambiente.

A senhora pediu desculpas e disse:

- Não havia essa onda verde no meu tempo.

O empregado respondeu:

- Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com  nosso meio ambiente.

- Você está certo – responde a velha senhora – nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente. Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.

Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.

Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.

Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?

Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plastico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar. Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.

Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos ‘descartáveis’ e poluentes só porque a lámina ficou sem corte.

Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só  uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.

Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?

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