Mar
12
2013

Terapia Cognitiva Comportamental

fonte: http://www.focalizar.com.br/saude-e-beleza/psicologos/terapia-cognitiva-comportamental-de-joinville.html

ABORDAGEM

  • Proposta e desenvolvida por Aaron Beck
  • Comprovada Cientificamente
  • Eficácia comprovada através de estudos controlados
  • Estruturada, diretiva e ativa

PRINCIPAIS OBJETIVOS

  • Identificar, desafiar e modificar pensamentos automáticos negativos e crenças disfuncionais.
  • Reestruturação Cognitiva.
  • Flexibilidade Cognitiva.
  • Ajudar o paciente a pensar e agir de forma realista e adaptativa.
  • Prática na resolução de problemas.
  • Aplicação do Modelo Cognitivo no dia-a-dia.

O paciente ao aprender o Modelo Cognitivo aprende a se tornar seu próprio terapeuta.

  • Autocontrole das emoções e comportamentos através dos desafios dos pensamentos automáticos negativos e crenças disfuncionais.
  • Flexibilidade Cognitiva.
  • Contato direto com o médico que encaminha.
  • Monitoramento do humor semanalmente (gráficos).
  • Follow-up (monitoramento e acompanhamento periódico do estado do humor do paciente depois da alta).
  • Atendimento emergencial em momentos de crise.

 

INDICAÇÃO: 

Depressão, transtorno de ansiedade (pânico, fobias, ansiedade generalizada,
hipocondria, stress pós-traumático, TOC, ansiedade em relação à saúde).
Dificuldades interpessoais (casais, famílias , profissionais)
Dependência química
Transtorno alimentar
Transtorno de personalidade
Psicose
Tratamentos de distúrbios orgânicos
 (somatização, dor crônica, oncologia,
cardiologia, imunologia, ortopedia, gastroenterologia, etc)

O que é Terapia Cognitiva ?

• A terapia cognitiva é uma abordagem que foi desenvolvida por Aaron Beck e colaboradores na década de 50, enquanto conduziam estudos empíricos para comprovar princípios psicanalíticos, na Universidade da Pennsylvania em Philadelphia. A partir desses estudos Beck propôs um modelo de depressão, que com o aperfeiçoamento em sua teoria passou a ser aplicado como um novo sistema de psicoterapia, a TC.

• A TC baseia-se no pressuposto de que os afetos e os comportamentos de um indivíduo são determinados em grande medida pelo seu modo de estruturar o mundo (Beck 1970-76). Ou seja, a experiência pessoal nos leva a formar explicações próprias sobre o que acontece conosco. Cada indivíduo tem a sua própria forma de ver a si mesmo, o mundo e as pessoas. Essas explicações formam nosso sistema de valores e crenças.

• Geram-se então os chamados pensamentos automáticos negativos que invadem a mente das pessoas, em geral associada a emoções desagradáveis, e comportamentos indesejáveis.

• Isso acontece porque a pessoa ao dar uma explicação a uma determinada situação considera apenas as evidências que favorecem seus pensamentos negativos, esquecendo de avaliar as evidências ao contrário. Quando a pessoa aprende a considerar e avaliar as evidências contrárias ao seu pensamento, poderá entender a mesma situação de uma forma menos conflituosa.

• Quando nossas explicações tomam o caminho do pessimismo – “A culpa é minha. Meu chefe me acha incompetente. As pessoas vão rir de mim. Vou passar mal na frente das pessoas. Sou péssima mãe. Não sei fazer as coisas direito. Meus colegas são melhores que eu. Sou um fracassado.”, – apresentamos emoções desagradáveis (tristeza, raiva, ansiedade) e nosso comportamento também não será nada satisfatório (ficamos paralisados, evitamos a situação, desistimos, etc). Quando nossos pensamentos nos levam a ter explicações realistas, fica mais fácil atingir a meta estabelecida.

• Podemos dizer que não é uma situação que determina as emoções e comportamentos de um indivíduo, mas sim suascognições (pensamentos) ou interpretações a respeito dessa situação. O que você pensa quando as coisas não dão certas, determinarão o que você vai sentir em seguida e o que vai acontecer depois: se você vai desistir ou se vai fazer com que as coisas dêem certas. Portanto, a explicação que cada pessoa tem a respeito das situações pode ser responsável pela vitória ou pela derrota. Força de vontade apenas não são suficientes para alcançar o sucesso. É necessário ter uma boa estrutura cognitiva para superar os obstáculos.

• O trabalho do psicólogo Cognitivo é, buscar em colaboração com o paciente, a reestruturação de seus pensamentos, a partir de uma conceituação cognitiva de si e de seus problemas.

Modelo Cognitivo

• O que eu penso no momento em que as coisas acontecem comigo, vai determinar as emoções que vou sentir em seguida (raiva, ansiedade, tristeza ou tranqüilidade) assim como o comportamento que terei (desistência, paralisação, continuação pra fazer dar certo).

 Cognições/Emoções/Comportamento

Identificando Pensamentos

• SITUAÇÃO: (O que você estava fazendo no momento em que sentiu seu humor mudar?).

• EMOÇÃO: (O que você sentiu? Raiva, tristeza, ansiedade, medo, culpa?).

• Cognições Pensamento Automático Negativo PAN:(O que você pensou no momento em que essa coisa ruim aconteceu? O que você disse pra você mesmo que o deixou com essa emoção desagradável?).

• COMPORTAMENTO: (O que você fez em seguida?)

EXEMPLO:

• SITUAÇÃO:
No trabalho fazendo meu relatório.
O chefe chega fazendo críticas dizendo que eu já deveria ter terminado.

• EMOÇÃO: raiva.

• COGNIÇÕES (PENSAMENTO AUTOMÁTICO NEGATIVO):
– Que cretino, por que esta pressa toda? Ele não gosta do meu trabalho, vai me demitir.

• COMPORTAMENTO: Fiz cara feia para meu chefe, perdi a concentração e demorei ainda mais para entregar o relatório.

Pode ser diferente?

• Sim, pode. Basta aprender em conjunto com seu terapeuta, como identificar esses pensamentos, contesta-los e modifica-los de acordo com a realidade, sem distorções. Através da descoberta das crenças, dos comportamentos e emoções negativas que impedem o paciente de atuar satisfatoriamente em seu cotidiano, comprometendo seu bem estar, e através da busca de recursos internos para enfrentar seus problemas, o paciente vai aos poucos mudando as cognições a respeito de si mesmo, do mundo e do futuro, aprendendo a gerar alternativas e controlar as suas próprias emoções resolvendo seus problemas autonomamente.

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